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IBGE revisa alta do PIB em 2007 para 6,1%, a maior desde 1986

Publicada em 04/11/2009 às 11h33m

O Globo Cássia Almeida - Reuters

RIO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reviu para 6,1% a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) do Brasil em 2007, ante os 5,7% divulgados anteriormente. Com a revisão, alta do PIB em 2007 passa a ser a maior registrada desde 1986 (ano do Plano Cruzado), quando o crescimento foi de 7,5%. Antes do revisão, o desempenho de 2007 tinha ficado aquém do de 1994. Em 1994 (ano do Plano Real), a economia brasileira subiu 5,9%.

Os dados estão no Sistema de Contas Nacionais do período 2003-2007, divulgado nesta quarta-feira. Esta é a segunda revisão do dado. A primeira divulgação aponta crescimento de 5,4% do PIB em 2007. O PIB somou R$ 2,661 trilhões em 2007.

A alta forte dos serviços em 2007 explica a revisão do PIB. Os serviços que, pelos dados preliminares divulgados em 2008, subiram 5,4%, com a revisão passaram para 6,1%. Este setor, já com o maior peso na economia, de 66,6%, viu sua parcela no PIB crescer em relação a 2006, quando era de 65,8%.

Segundo Cristiano Martins, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, a valorização cambial ajudou o setor de serviços, que, por não trabalhar com bens que são comercializados internacionalmente, não sentiu os efeitos da valorização cambial de 10,5% no período. O dólar, que era cotado a R$ 2,18, passou para R$ 1,95.

- A indústria, que perde competitividade com o dólar mais barato e com a concorrência interna, perde espaço. Os serviços ganham - explica Martins.

A participação dos salários dos trabalhadores na economia brasileira subiu de 40,9% em 2006 para 41,3% em 2007. Em 2003, a fatia era de 39,5%. O peso da administração pública (que considera os impostos líquidos de subsídios sobre a produção e a importação) recuou de 15,4% para 15,2%, considerando a mesma base de comparação.

"Ressalta-se que a parcela da remuneração de empregados vem numa trajetória ascendente nos últimos três anos, refletindo a evolução positiva do mercado de trabalho no período", indica o IBGE em comunicado.

Já peso da remuneração mista (que considera o rendimento dos trabalhadores por conta própria) se manteve em 9%. A remuneração do fator capital, representado no excedente operacional bruto, correspondeu a 34,4% em 2007, ante 34,8% em 2006.

Fonte: Jornal O Globo.