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Notícias
Agência ambiental dos EUA
reconhece etanol de cana como biocombustível
avançado
(Fonte:
União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA)
- 03/02/2010)
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
(Environmental Protection Agency, EPA) confirmou
nesta quarta-feira (03/02) que o etanol de
cana-de-açúcar é um biocombustível renovável de
baixo carbono, que pode contribuir de forma
significativa para a redução das emissões de gases
causadores do efeito estufa. O anúncio, que contém a
regulamentação final da lei que define a produção e
uso de biocombustíveis nos Estados Unidos (Renewable
Fuel Standard, RFS2), também designa o etanol de
cana-de-açúcar como biocombustível avançado, capaz
de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em
pelo menos 50% comparado com a gasolina.
“A decisão da EPA ressalta os muitos benefícios
ambientais do etanol de cana e reafirma como este
combustível avançado, renovável e de baixo carbono
pode ajudar o mundo a mitigar os efeitos do
aquecimento global e ao mesmo tempo diversificar a
matriz energética, inclusive nos Estados Unidos”,
afirmou o representante-chefe da União da Indústria
de Cana-de-Açúcar (ÚNICA) em Washington, Joel
Velasco.
O RFS2 vai ajudar os EUA a alcançar suas metas de
segurança energética e de redução de gases de efeito,
conforme determina o Ato de Segurança e
Independência Energética de 2007 (Energy Security
and Independence Act of 2007). As novas
regulamentações estabelecem um consumo mínimo de 45
bilhões de litros de biocombustíveis nos EUA em
2010, chegando a pelo menos 136 bilhões de litros em
2022. Dessa quantidade final, quase 80 bilhões de
litros por ano devem ser destinados aos três tipos
de combustíveis considerados avançados: celulósico,
diesel de biomassa, e “outros avançados” - para
cumprir os níveis de redução de gases de efeito
estufa estipulados pela EPA.
Redução de 61% comparado à gasolina
Com o anúncio desta quarta-feira, a EPA ratificou
que o etanol de cana-de-açúcar se encaixa na “outra
categoria” de biocombustíveis avançados, porém com
uma redução na emissão de gases de efeito estufa que
ultrapassa as exigências mínimas para todas as
categorias. Especificamente, o cálculo feito pela
agência ambiental mostra que o etanol do Brasil
reduz as emissões de gases de efeito estufa em até
61% comparado com a gasolina, utilizando um prazo de
compensação de 30 anos para emissões ligadas a
efeitos indiretos do uso da terra (Indirect Land Use
Changes – ILUC).
“Estamos satisfeitos que a EPA tenha se esforçado
para melhorar as regulamentações, particularmente na
quantificação mais precisa do ciclo de vida completo
das emissões dos biocombustíveis. A reafirmação da
superioridade do etanol de cana na redução de gases
de efeito estufa confirma que a produção sustentável
de um biocombustível pode ter um papel importante no
combate às mudanças climáticas. Talvez este
reconhecimento influencie aqueles que buscam
levantar barreiras comerciais contra a energia limpa
nos EUA e no mundo. O etanol de cana é um
biocombustível de primeira geração com um desempenho
de terceira geração”, apontou Velasco.
Ação incisiva da UNICA
Em 2009, a UNICA enviou comentários à agência
ambiental americana citando inúmeras evidências
científicas mostrando que, mesmo incluindo-se
emissões indiretas, o etanol de cana atinge uma
redução de 73-82% nas emissões de gases de efeito
estufa comparado à gasolina. O RFS2 requer o uso de
pelo menos 15 bilhões de litros de “outros
combustíveis” avançados por ano até 2022. Já em
2010, o RFS exige o uso de 756 milhões de litros
deste tipo de combustível.
“Ainda estamos revisando os detalhes da versão final
da lei, mas já está claro que a EPA incorporou
muitos dos comentários da UNICA e de outros
stakeholders
feitos durante o período de envio de
comentários públicos. A agência ambiental deve ser
parabenizada pela forma como manteve os objetivos do
presidente Barack Obama ,de transparência e
integridade científica no processo de leis
ambientais. Esperamos que outros governos possam
tomar nota da maneira como a EPA administrou esse
processo”, concluiu Velasco.
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