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Notícias
(Fonte: Jornal
Valor Econômico - 15 de
Dezembro de 2009)
Leilão de eólicas tem deságio de 21%
Energia: Preço ficou em R$ 148 o MW e os
investimentos são estimados entre R$ 7 bi e R$ 9 bi
Josette Goulart, de São Paulo
O Brasil vai receber nos próximos três anos
investimentos entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões em
em parques eólicos com capacidade de geração de 1,8
mil megawatts. Esse foi o volume negociado ontem no
primeiro leilão de eólica promovido pelo governo
federal. Mas apesar dos investimentos expressivos,
foi o preço o que mais surpreendeu. Com a média de
R$ 148 o MW, um deságio de 21% em relação ao
preço-teto, o governo sinaliza que não há mais
necessidade de se fazer um leilão só para eólicas.
"Essa é uma fonte competitiva", disse o
secretário-executivo do Ministério de Minas e
Energia (MME), Márcio Zimmermann.
O preço ficou próximo até mesmo da energia de
projetos termelétricos. De acordo com o
diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, isso mostra
que também esses projetos terão de ficar mais
competitivos ao longo do próximo ano, já que existe
a tendência de que todas as fontes de energia possam
vir a concorrer em um mesmo leilão.
De acordo com José Carlos de Miranda Faria, da
Empresa de Pesquisa Energética, o preço foi
competitivo porque o fator de produtividade na
geração dos empreendimentos vencedores é muito
elevado, na média, 40% - percentual parecido com o
que é proposto na usina hidrelétrica de Belo Monte e
bem elevado em relação a projetos eólicos em geral.
Com esse índice de produtividade, a energia
assegurada da disputa ficou em 753 MW médios. Por
esse critério, os maiores vencedores foram a Renova
Energia, empresa formada por investidores do mercado
financeiro, que vendeu 127 MW médios, e a CPFL
Energia, com 73 MW médios.
O presidente da Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE), Antônio Carlos Fraga Machado, disse
participaram 130 empreendedores que cadastraram 217
projetos, com mais de 6 mil MW de capacidade. Os 31
empreendedores vencedores ficaram durante sete horas
e meia disputando e garantiram uma receita de R$
19,6 bilhões para receber em 20 anos.
O governo entendeu que o leilão foi um sucesso e o
sinal que a indústria de equipamentos esperava para
investir no país. Um dos incentivos dados para o
leilão foi a isenção de IPI, que segundo Zimmermann
dá um impacto positivo de 7,5%. A EPE entende que o
total de investimentos chegará a R$ 9,4 bilhões, mas
alguns agentes do governo entendem que, pela
competitividade, o investimento por MW planejado
pelos investidores deve ser menor do que os R$ 5
milhões, ficando em torno de R$ 4 milhões.
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