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O
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
afirmou hoje (1) que o Brasil irá
“cumprir com suas obrigações” na área
ambiental e criticou os países que não
assumem a responsabilidade pela
despoluição do planeta.
“Nem todo
mundo cumpre com seu dever. O Protocolo
de Kyoto está assinado há muito tempo e
muitos países, que muitas vezes tentam
dar lição, sequer assinaram o protocolo”,
disse ao discursar na cerimônia de
assinatura, no Rio de Janeiro, do
decreto que cria o Fundo Amazônia, do
documento que revisa o Protocolo Verde e
do encaminhamento ao Congresso Nacional
do projeto de lei sobre o Fundo Nacional
sobre Mudança do Clima.
O
Protocolo de Kyoto prevê metas
obrigatórias de redução de gases que
provocam o efeito estufa. Os Estados
Unidos não ratificaram o tratado.
O
Presidente afirmou que as discussões
sobre meio ambiente do G-8 foram vazias,
porque em períodos próximo às eleições
os políticos falam apenas em despoluir.
“Tem gente
que é tão radical, que quando você fala
preciso cuidar do meio ambiente, ele
responde, não, vou cuidar do ambiente
inteiro, meio ambiente para mim é pouco”.
O
Presidente reafirmou que os brasileiros
precisam entender que a preservação do
meio ambiente compensa economicamente.
“É uma
grande vantagem comparativa para a
disputa global, que o Brasil faz todo
santo dia, se nós tivermos como cartão
postal, como cartão de visita, as coisas
boas que a natureza nos dá. Destruída,
será um instrumento a ser utilizado
contra nosso país, contra nossos
produtos”.
Ao
comentar a criação do Fundo Amazônia, o
Presidente brincou afirmando que espera
que o fundo não seja contingenciado.
O fundo se
destina a captar recursos privados a
partir de doações voluntárias, sejam
nacionais ou estrangeiras, para investir
em ações de prevenção, monitoramento, e
combate ao desmatamento. A expectativa
do Ministério do Meio Ambiente é que o
mecanismo capte US$ 1 bilhão já no
primeiro ano.
O Fundo
Nacional sobre Mudança do Clima tem a
função de assegurar recursos para
projetos, estudos e financiamento de
ações que amenizem as mudanças
climáticas. Já a revisão do Protocolo
Verde atualiza uma carta assinada por
bancos oficiais, em 1995, adequando-a
aos novos desafios ambientais.
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